Neste segundo texto sobre a Catequese Inclusiva viemos destacar as terminologias da inclusão. Muitas vezes nos deparamos com a realidade em que dizemos “aquela pessoa especial”, “meu presente de Deus”, ou até muitas vezes ouvimos pessoas dizendo coisas ofensivas “aquele retardado”. Dói ao coração de uma mãe, de uma família escutar isso de seus filhos e filhas que possuem congenitamente algum distúrbio ou limitação física e mental. Por isso, nós enquanto Igreja somos também convidados a corrigirmos nossas falas no que tange a Pessoa com Deficiência. 

Uma comunidade para ser inclusiva precisa ter o olhar acolhedor do Cristo Sofredor, que vê na limitação do outro à proximidade do Reino de Deus. No documento Catequese Renovada, da CNBB trás para nós a seguinte expressão: “A presença de deficientes físicos ou intelectual [mentais] numa família e comunidade eclesial as interpela evangelicamente e exigi delas uma real identificação com o Cristo Sofredor nesses seus irmãos mais fracos” (CR, 2016, n. 142).

Na nossa sociedade eclesial precisamos ser verdadeiros construtores da inclusão no cuidado pela Palavra e palavra; sendo a Palavra de Deus e a palavra das pessoas no acolhimento no meio da comunidade. As expressões, olhares voluntários e involuntários devem cogitar o respeito e não a discriminação da pessoa com deficiência. Não são portadores, e sim, eles têm a deficiência. Nós portamos celulares, chaves, já as deficiências se têm!

O termo excepcional foi muito utilizado nas décadas de 50, 60 e 70 para designar pessoas deficientes intelectuais. Com o surgimento de estudos e práticas educacionais na área de altas habilidades ou talentos extraordinários nas décadas de 80 e 90, o termo excepcionais passou a referir-se a pessoas com inteligência lógica-matemática abaixo da média (pessoas com deficiência intelectual) e a pessoas com inteligências múltiplas acima da média (pessoas superdotadas ou com altas habilidades e gênios). Tanto que a Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente, destaca em 5 níveis as deficiências: Deficiência Física; Deficiência Intelectual; Deficiência Auditiva; Deficiência Visual e TEA (Transtorno do Expecto Autista).

Para viver plenamente a inclusão não coloque a limitação do outro a frente do seu agir humano. Não coloque a deficiência a frente da pessoa humana. Tenhamos olhar do Cristo Sofredor diante de todos os nossos irmãos e irmãs para ser sermos uma igreja de Inclusão e não de exclusividade.

Pe. Alexander Silva

Coordenador Diocesano da Catequese Inclusiva, Assessor Diocesano da Pastoral do Surdo e Coordenador do Regional Sul 1 da CNBB da Catequese Inclusiva

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